top of page
Small Title



O CÓDIGO PARTER O Código Pater é um movimento político-social que luta por prisão perpétua para feminicídio e penas severas para agressores de mulheres. Nunca mais tenha medo!
Chega de debates sociológicos intermináveis. As mulheres não podem esperar acabar com o machismo, que sempre existiu, para deixar de viver com medo.
| HISTÓRIA
O Código Pater surgiu da indignação profunda com o feminicídio de Priscila Monique Laurindo da Silva, assassinada a facadas por seu ex-companheiro, Jorge Bezerra da Silva, em janeiro de 2022, no bairro do Zumbi, Zona Oeste do Recife. Jorge desferiu golpes no pescoço da vítima e a asfixiou por não aceitar o fim do relacionamento.
Além da revolta com o assassinato consumado, o estopim que motivou a nossa tomada de atitude e a criação deste movimento ocorreu em 3 de junho de 2026. Naquela data, durante o julgamento por uma tentativa de feminicídio — cometida contra a própria Priscila nove meses antes de matá-la —, o réu voltou a ameaçar a irmã da vítima e sua família em pleno tribunal, perpetuando o terror e o sofrimento contra os parentes da mulher que ele já havia tirado a vida de forma covarde.
Segundo a acusação, na época da tentativa de crime, Priscila tinha uma medida protetiva e o agressor usava tornozeleira eletrônica. Ele rompeu o equipamento de monitoramento, violou a ordem judicial e tentou matá-la a facadas na casa da mãe dela. Priscila carregava a filha recém-nascida nos braços; uma das facadas foi em direção ao bebê, mas a mãe colocou a mão na frente, fazendo com que a criança sofresse apenas arranhões.
A irmã de Priscila, que era adolescente na época, estava no local e presenciou o horror. Conforme relatou o promotor do caso, ela estava em um quarto e o agressor não sabia. Ao perceber o ataque, a jovem correu para a cena, começou a gritar e a pedir socorro aos vizinhos. Assustado e com medo de ser preso em flagrante, o criminoso fugiu, deixando até o capacete da moto para trás. Priscila sangrou muito e, se não fosse o socorro rápido intermediado pela irmã, teria morrido ali.
Ver esse covarde ameaçar a mesma irmã que conseguiu salvar Priscila da primeira vez gerou uma revolta gigantesca, um sentimento de impotência e uma solidariedade dolorosa com uma família cujo sofrimento parece não ter fim. No tribunal, esse canalha chegou a dizer que só não havia mandado matar a ex-cunhada ainda porque estava no isolamento do presídio, mas que, na primeira oportunidade — saindo do isolamento ou sendo solto —, cumpriria o plano. Ele confessou, inclusive, que já havia tentado mandar assassinos atrás dela antes, mas que eles "erraram a casa".
Vocês conseguem imaginar o medo dessa mulher? O terror psicológico que essa família está passando?
O deboche do réu com a Justiça foi sistemático. No julgamento do ano passado, ele disparou contra a irmã da vítima: "Pode dar 100 anos de cadeia. 100 anos. Eu não estou nem aí. Pode colocar segurança máxima. Por mim tanto faz e eu vou mandar matar. Eu mandei uma vez e vou mandar de novo". Ele também afrontou o magistrado daquela sessão, desafiando-o a ir falar com ele no presídio. O comportamento foi tão inaceitável que o juiz o expulsou do plenário e determinou sua prisão imediata, declarando que, em 30 anos de magistratura, nunca tinha visto tamanho nível de arrogância, deboche e desrespeito com as instituições.
Esse caso choca e paralisa. Mas, infelizmente, ele não é isolado. Esse padrão mental de superioridade, prepotência e desprezo absoluto pela vida das mulheres e por suas famílias é o traço comum de todo agressor. Muitos não verbalizam isso em um tribunal ou diante de uma câmera; alguns até fingem arrependimento para conseguir redução de pena, mas, no fundo, compartilham do mesmo sentimento de impunidade e desprezo pelas leis humanas e divinas.
Eles não temem a retaliação das famílias das vítimas, pois sabem que lidam com pessoas de boa índole, incapazes de fazer justiça com as próprias mãos. Também desdenham da lei porque confiam que brechas jurídicas os colocarão na rua rapidamente.
Qualquer pessoa que tenha uma mulher na família e preze por sua segurança não consegue ler sobre esse caso sem sentir o impulso de buscar retaliação ou de clamar por uma justiça muito mais severa, que impeça monstros como esse de cumprirem suas promessas de sangue. O desejo de vingança foi o nosso primeiro pensamento, mas a canalização dessa revolta em ações concretas foi o que realmente fizemos. Por isso estamos aqui. Por isso fundamos o Código Pater.
Precisamos de leis mais rígidas e de uma execução penal que desestimule o crime contra a mulher. A certeza da impunidade não pode continuar alimentando novos monstros diariamente. Embora o aumento das estatísticas faça parecer que as medidas protetivas e as penas atuais são ineficazes, a verdade é que o agressor é, acima de tudo, um covarde. A história mostra que muitos recuam e encerram o ciclo de violência quando encontram um basta real do Estado.
A punição rigorosa e garantida é o único limite que esse tipo de criminoso respeita para deixar uma mulher em paz.
CÓDIGO PATER | Feminicida Não Viverá


Veja nosso blog
bottom of page









