DEPUTADO QUE TEVE FILHA VÍTIMA DE FEMINICÍDIO PROPÕE PRISÃO PERPÉTUA
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Pai da produtora Raquel Cattani, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL-MT) está em seu segundo mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, é apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e segue bandeiras conservadoras. Raquel foi encontrada morta na região do Pontal do Marape, na zona rural do município de Nova Mutum (MT) em julho de 2024.
Relembre o caso

Da esquerda à direita: Romero Xavier (ex-marido), Raquel Cattani e Rodrigo Xavier — Foto: Divulgação
Segundo as investigações, o corpo da vítima foi encontrado por um familiar dentro de um dos quartos do sítio em que o caso aconteceu. A polícia informou em nota enviada à CNN Brasil que a jovem apresentava um
ferimento possivelmente provocado por uma arma branca. Na casa, foi encontrado uma televisão quebrada.
À época, a perícia indicou que a filha do deputado estadual tentou se defender das agressões realizadas pelo assassino. O corpo de Raquel Cattani tinha mais de 30 facadas em diferentes profundidades.
Segundo a acusação, o crime foi planejado por Romero, ex-marido da vítima, e executado por Rodrigo, irmão dele, mediante promessa de pagamento. As investigações apontaram que Romero levou o irmão no próprio carro para Nova Mutum e o deixou escondido nas proximidades do sítio. Logo após, Rodrigo, de 37 anos, ex-cunhado de Raquel e executor do crime, ficou à espera da vítima até ela retornar.
Condenação
A Justiça do Mato Grosso condenou em janeiro desse ano, os réus pelo assassinato da filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), Raquel Cattani. Segundo a Justiça, enquanto Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, deve cumprir 30 anos de prisão em regime fechado, por feminicídio, Rodrigo Xavier Mengarde foi condenado à pena de 33 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio e furto. Ambos obtiveram a condenação máxima por feminicídio permitida pela legislação brasileira. Na sentença, o júri reconheceu a prática do crime de homicídio e consideraram as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa de Raquel.
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Entrada como suplente
Gilberto Cattani se diz “fiel seguidor” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e discípulo do teórico Olavo de Carvalho, e disputou sua primeira eleição para deputado estadual por Mato Grosso em 2018, recebendo 11.629 votos e ficando na primeira suplência. Em 2021, em decorrência da morte do deputado Silvio Fávero, Cattani assumiu uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do estado e ocupou o posto. Na eleição de 2022, o deputado foi reeleito com 44.705 votos.
Bandeiras conservadoras
Durante seu mandato, o deputado tem defendido as mesmas bandeiras que a maior parte do setor da direita brasileira, participando de reuniões e ministrando palestras em eventos conservadores, como nas três edições do congresso conservador Brasil Profundo e no CPAC (Conferência da Ação Política Conservadora) realizado em 2022 no interior de São Paulo.
Em seu site oficial, Cattani diz ter publicado em 2020 o livro “A Socialização da Reforma Agrária e a Distribuição da Miséria”. No material, segundo ele, é exposto “o contraponto do modelo antigo de reforma agrária responsável por desenvolver regiões inteiras, usado durante o período militar e pelo governo Bolsonaro" e o sistema aplicado desde a redemocratização, "quando a reforma agrária passou por um processo de socialização”.
Entrada na política
Morador de Pontal do Marape há mais de 20 anos, o deputado teria ingressado na política de forma discreta e com poucos recursos, publicando vídeos de opinião na internet, segundo sua biografia disposta no site da Assembleia Legislativa do Mato Grosso. Alinhado ao espectro político da direita, Cattani já foi filiado ao extinto Partido Social Liberal (PSL), entre 2021 e 2022, quando se filiou ao PL.
Com informações da CNN Brasil











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